terça-feira, 24 de setembro de 2013

Troque o medo

"Troque o medo de errar pela vontade de acertar. Aprenda a desistir quando for preciso. Foque o que é, e não o que poderia ter sido. Coloque a vida à frente do orgulho. Seus desejos à frente do que os outros desejam para você. E, acima de tudo, respeite o hoje — ele é mais velho que o amanhã. Cuidado com a armadilha de preferir sempre as outras opções: o antigamente, que ninguém nunca mais conseguiu fazer igual; a melhor parte, que está sempre por vir. Aprenda com o passado, use o futuro como estímulo, mas viva um dia de cada vez. Disso, esteja seguro: não há opção mais sábia." 

Cris Guerra

Repouso


Dá-me tua mão
E eu te levarei aos campos musicados pela
canção das colheitas 
Cheguemos antes que os pássaros nos disputem
os frutos,
Antes que os insetos se alimentem das folhas
entreabertas.
Dá-me tua mão 
E eu te levarei a gozar a alegria do solo
agradecido,
Te darei por leito a terra amiga
E repousarei tua cabeça envelhecida
Na relva silenciosa dos campos.
Nada te perguntarei, 
Apenas ouvirás o cantar das águas adolescentes
E as palavras do meu olhar sobre tua face muito
amada.


Adalgisa Nery

De As Fronteiras da Quarta Dimensão (1951)

Sementes de Verdade

Não há luz que não espante a treva.
Não há sorriso que não ilumine um semblante.
Não há riso que não sane o mau humor.
Não há amor que não desfaça o ódio.
Não há perdão que não traga a cura.
Não há humildade que não rebaixe o orgulho.
Não há simplicidade que não enrugue a vaidade.
Não há beleza interior
  que não nuble a beleza externa.
Não há tolerância que não vença a ignorância.
Não há persistência que não atinja um objetivo.
Não há calma que não inferiorize a ira.
Não há paciência que não dissolva a ansiedade.
Não há coragem que não dissolva o medo.
Não há serenidade que não desarme a agressão .
Não há desprendimento
  que não ridicularize a avareza.
Não há ambição bem dosada
  que não humilhe a ganância.
Não há fé que não vença a rebeldia.
Não há rendição que não cesse a guerra.
Não há silêncio que não quebre a exaltação.
Não há compreensão que não incomode o erro.
Não há verdade que não derrube a mentira.
Há olhos que observam os meus atos
 e também os teus :
não há atos que não sejam vistos
nem há pensamentos que não cheguem a Deus. 

Silvia Schmidt

Sou o que serei

Às vezes me abandono inteiramente à saudades estranhas

E viajo por terras incríveis, incríveis.

Outras vezes porém qualquer coisa à-toa –
O uivo de um cão na noite morta,
O apito de um trem cortando o silêncio,
Uma paisagem matinal,
Uma canção qualquer surpreendida na rua – 
Qualquer coisa acorda em mim coisas perdidas no tempo
E há no meu ser uma unidade tão perfeita
Que perco a noção da hora presente, e então

Sou o que fui.
E sou o que serei.


Augusto Frederico Schmidt

Os Olhos Profundos de Jesus - Paulo Roberto Gaefke


Uma das coisas mais apaixonantes que eu vejo em Jesus,

é a sua capacidade de ver além de qualquer aparência.
É fazer perguntas contundentes, que parecem irônicas,
mas que mostram a nossa natureza nua e crua,
sem retoques e sem chances de "fazer teatro".

Como se esconder dos olhos de Jesus?
Como negar as nossas fraquezas e inquietações?
Podemos fingir para o mundo, mas não fingimos para nós.
E é nesse ponto que o Cristo vai buscar a nossa verdade.

Ali, diante do cego Bartimeu, Ele pergunta sem rodeios:
- O que queres que eu te faça?
Qualquer um diria que o cego queria ver de novo,
outros mais estressados já sairiam curando o homem sem pensar.
Mas Jesus olha lá no fundo da alma daquele homem e faz a pergunta:
O que queres que eu te faça?

Imagine se a cegueira desse homem fosse o seu ganha pão?
Imagine se essa cegueira fosse a sua "desculpa" para não o não fazer?

Quanta coisa havia naqueles olhos profundos de Jesus,
quantas respostas cabem nessa pergunta simples.

E você?
O que desejaria?
O que precisa agora para ser feliz, é de um milagre ou de alguém que conserte os seus erros?

Imagine agora, o próprio Mestre Jesus com seus olhos profundos,
encarando os seus olhos e fazendo a pergunta:
O que queres que eu te faça?

Pense no que vai pedir, pode ser que você descubra que nem precisa de alguma
coisa a mais para ser feliz.

Nesse momento, os olhos profundos de Jesus se transformam em doce sorriso que lhe mostrará que você entendeu que tudo pode, naquele que lhe fortalece.

O que queres que eu te faça?

Paulo Roberto Gaefke

Quem sou eu?


"Quem sou eu? Sou uma constante apaixonada! Pela vida. Bons amigos. Brilho nos olhos. Pessoas que estão e as que virão. Por quem saiba sorrir. Se desculpar. Abraçar. Por quem saiba encantar. Pelo recomeço de cada dia. Os dias de sol. A boniteza do caminhar. Verde, cor da esperança. Lua. Boemia. Merlot. Casais bonitos de se ver e conviver. Crianças. Gente com fé. Pessoas inteiras. Boa música. Flores. Barulho de chuva. Cheiro de terra molhada. Rede em boa companhia. Chico Buarque. Neruda. Inesperado. E por toda poesia que tem essa vida da gente... É!"

Virgínia Mello

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pessoas especias... agradeço à Deus!

"... Existem pessoas que nos abraçam mesmo sem estar perto. Algumas vezes são por palavras doces, outras porque de alguma forma se fazem presente. Delas provém gestos bonitos de afeto que nos mostram o quanto se importam, o quanto nos querem bem e se tem uma coisa na vida que nada no mundo paga é o carinho sincero. Pessoas assim são pequenos diamantes que aprendemos a lapidar com sorriso, com ternura e toda doçura que nos cabe. Dessas eu não me afasto. E a Deus agradeço todos os dias por tê-las por perto..."

Marcely Pieroni

Luz

"Pessoas não foram feitas pra levar escuridão.
Pessoas vieram ao mundo pra irradiar claridade
e iluminar o caminho dos demais.
'Que eu possa ser luz por onde eu passe.' "

Luzia Trindade

As Borboletas


Brancas 

Azuis 
Amarelas 
E pretas 
Brincam 
Na luz 
As belas 
Borboletas. 

Borboletas brancas 
São alegres e francas. 

Borboletas azuis 
Gostam muito de luz. 

As amarelinhas 
São tão bonitinhas! 

E as pretas, então... 
Oh, que escuridão!


Vinícius de Moraes

Esquecer...

"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito."

Machado de Assis