quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Guarda teu coração

"Guarda o teu coração acima de tudo, porque dele provém a vida."

Salomão

Hoje...


"Hoje eu ultrapassei

o tênue fio da realidade
e escondi minhas dores na gaveta
E na ponta da caneta
derramei amores
só porque hoje o dia acordou
com cara de felicidade."


Lou Witt

Que nunca te falte!


"Que nunca te falte:
A estrada que te leva, e a força que te levanta.
O amor que te humaniza e a razão que te equilibra.
O pão de todo dia e o verso de cada poema"


Lou Witt

Não espere!

"Não espere a luz aparecer no fim do túnel, 
caminhe até lá e acenda a tal coisa você mesmo."

Sara Henderson

O Silêncio

"O silêncio é um amigo que nunca trai."

Confúcio

Construindo Pontes


"Quando alimentamos mais a nossa coragem
Do que os nos nossos medos...
Passamos a derrubar muros e a construir pontes."


Lígia Guerra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Memórias


"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas.
 Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo.
 Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança..." 


Adélia Prado

Os sapatos dos outros – sobre a empatia

Os países de língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar a empatia: colocar seus pés nos sapatos dos outros.
Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.
Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.
Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para a redução de conflitos e problemas nas relações.
Só vestindo o calçado do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar.
Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar.
Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.
Quem tem o comportamento empático compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade.
Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.
A empatia ou a falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia.
Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.
Os filhos devem usar de empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos.
A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.
Puxa... Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajudá-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas.
Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia.
Ainda outro:
Que trabalheira você tem em casa, meu amor... Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos sair só nós dois para jantar?
A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares.
Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.
*  *  *
Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje.
Empatia... Sempre.

Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 18, do
livro A carta magna da paz, pelo Espírito
Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.

Troque o medo

"Troque o medo de errar pela vontade de acertar. Aprenda a desistir quando for preciso. Foque o que é, e não o que poderia ter sido. Coloque a vida à frente do orgulho. Seus desejos à frente do que os outros desejam para você. E, acima de tudo, respeite o hoje — ele é mais velho que o amanhã. Cuidado com a armadilha de preferir sempre as outras opções: o antigamente, que ninguém nunca mais conseguiu fazer igual; a melhor parte, que está sempre por vir. Aprenda com o passado, use o futuro como estímulo, mas viva um dia de cada vez. Disso, esteja seguro: não há opção mais sábia." 

Cris Guerra

Repouso


Dá-me tua mão
E eu te levarei aos campos musicados pela
canção das colheitas 
Cheguemos antes que os pássaros nos disputem
os frutos,
Antes que os insetos se alimentem das folhas
entreabertas.
Dá-me tua mão 
E eu te levarei a gozar a alegria do solo
agradecido,
Te darei por leito a terra amiga
E repousarei tua cabeça envelhecida
Na relva silenciosa dos campos.
Nada te perguntarei, 
Apenas ouvirás o cantar das águas adolescentes
E as palavras do meu olhar sobre tua face muito
amada.


Adalgisa Nery

De As Fronteiras da Quarta Dimensão (1951)